O Melhor

Rock Brasil: balaio de ritmos

de Bebop Digital

Rock Brasil: balaio de ritmos

Lista de reprodução

Sobre esta playlist

A não ser por um breve período nos anos 80, em que os roqueiros brasileiros buscaram se distanciar dos ritmos do país para fortalecer a linguagem do gênero no imaginário coletivo, rock sempre teve “batuque” por aqui. “Batuque” no sentido de algum tipo de mistura. Assim que apareceu no Brasil, traduzido pela turma da Jovem Guarda e do iê-iê-iê, o rock já foi abraçado por Mutantes e Novos Baianos, que cruzaram as guitarras de Beatles e Jimi Hendrix com samba e música do sertão.

Na geração oitentista, algumas ovelhas desgarradas pediram dispensa da escola new wave anglo-saxã e produziram discos interessantíssimos perseguindo misturas sonoras, caso de Lulu Santos com seu Popsambalanço E Outras Levadas, e dos Titãs com Õ Blesq Blom, ambos lançados em 1989. Já Lobão era próximo de Paulinho da Viola, Elza Soares, tocava na bateria da Mangueira e, mesmo no auge da rebeldia, foi capaz de soltar um híbrido de choro com música country: “Chorando No Campo”, do álbum Vida Bandida (1987).

Nos anos 90, o rock brasileiro virou de vez um caldeirão de ritmos, com a chegada do mangue beat pernambucano e dos Raimundos com sua fusão de hardcore com forró. Até o Sepultura entrou na onda chamando Carlinhos Brown para gravar “Ratamahatta”. Quem veio depois não poderia renegar as estradas abertas. Tanto que o Los Hermanos, grupo mais consagrado da década seguinte, apareceu dizendo que misturava hardcore com temas carnavalescos, algo explícito em seu disco de estreia desde a foto da capa. Garotas Suecas, Do Amor, Porcas Borboletas e outros artistas contemporâneos seguem realizando experimentos que imprimem uma cara bem brasileira ao nosso rock.

Disponível em iOS, Android, Windows e Web.

Músicas ilimitadas em qualquer lugar. Milhões de músicas em todos os gêneros.

Disponível em iOS, Android, Windows e Web.